segunda-feira, 28 de maio de 2012

O contrato de escravidão






Eu não posso me queixar. “Haverá mudanças”, Ela disse. E, realmente, as mudanças chegaram . Para todos, era uma vida a dois, uma união em prol da vida comum, da divisão de deveres e prazeres, da convivência amigável e tranqüila de um casal que se amava. Na prática, era a assinatura definitiva do meu contrato tácito de escravidão.
As tarefas de casa seriam todas minhas. Como uma empregada doméstica, cuidar da limpeza, da arrumação, dos mantimentos, cozinhar, lavar a louça e, como Ela fez questão de especificar, lavar suas calcinhas à mão. A limpeza de Seus calçados também seria feita por mim, retirando a sujeira, limpando, polindo, e, quando Ela exigia, usando a minha língua. As demais tarefas domésticas eram agendadas e cobradas por ela, havendo uma fiscalização diária referente aos serviços determinados, e, em caso de desagrado de minha Dona, os castigos eram terríveis.
“Puta, vagabunda, piranha, cadela, cachorro, inútil, verme, escravo, lixo”, seriam meus nomes, e o que mais Ela decidisse. Por outro lado, só poderia dirigir-me a ela como “Senhora, Deusa, Rainha, Mestra, Dona”. Na frente de terceiros, havia um teatrinho convincente da parte de ambos. Mas a realidade era muito, muito diferente. Confesso que, no começo, pensei que era o escravo mais sortudo do mundo. Porém, dentro de pouco tempo, passei a ter sérias dúvidas sobre tudo aquilo...
Foi preciso um adestramento extremamente rígido. Normas inflexíveis, humilhações pesadas, sofrimento intenso e contínuo, dor constante, maus-tratos como regra geral, cobranças, exigências... Cada momento trazia o medo de errar, as lembranças das conseqüências da irritação de minha Senhora, meu corpo carregava inúmeras cicatrizes resultantes destes destemperos. Ela sabia o que estava fazendo. Ela sabia o que queria. “Você não é homem”, Ela disse. “Você não é gente”, Ela disse. “Você não é nada além do que eu determinar que você é”, Ela decretou. E Ela não poderia estar mais certa. 
A nossa rotina era cheia de detalhes criados por Ela. Ao chegar do trabalho, Ela se sentava na poltrona da sala (que me ordenou comprar e proibiu de usar, sendo exclusiva para Ela), esticava as pernas sobre um puff e ligava a TV ou folheava uma revista, descansando, enquanto eu devia retirar Seus sapatos, cheirar Seus pés ainda suados e de meias, depois, a Seu comando, retirar as meias e guardar de volta nos sapatos, e então limpar o suor de Seus pés com a boca, lambendo cada centímetro, chupando os dedos, limpando entre eles, e relaxando-os. Diariamente, minha Rainha também me utilizava como privada ao menos uma vez, ali mesmo, na sala do apartamento, sentando-se sobre a minha boca, urinando, e me obrigando, debaixo de violentas chicotadas, a lamber o que caísse no chão e depois limpar com pano e álcool. Durante Seu banho, eu ia para a cozinha. Enquanto terminava de preparar o jantar, Ela ia navegar na internet, fazer e receber ligações no celular ou qualquer outra atividade que a distraísse. Isso, claro, quando Ela não ia para a cozinha fazer exigências sobre a comida, o modo de preparo e castigar-me por não estar fazendo do jeito correto.
A refeição era servida por mim, na mesa posta por mim, mas apenas para Ela. A minha refeição vinha depois, no chão, aos pés Dela, em potes de plástico usados para alimentar cães. Para não haver uma mesmice, minha Rainha variava no modo como estaria meu alimento: às vezes, Ela o mastigava e cuspia na tigela, às vezes ela apenas cuspia sobre o alimento, às vezes pisava e o esmagava, às vezes só enfiava os pés na tigela e me mandava comer. O que não variava, era a posição “de 4” em que eu ficava, e a falta de talheres. 
Depois de lavar a louça, vinha o sofrimento real. Sessões diárias de espancamento, humilhações, tapas, chutes, pisões, chicotadas, chibatadas, arranhões, sufocamentos e estupros. Aliás, eu não tinha permissão para ter relações sexuais com minha Mestra, mas era diariamente estuprado por Ela, usando Seus dedos e diversos tipos e tamanhos de consolos. E minha Rainha me fodia todos os dias, com vontade, com violência, com uma sede incomparável. Eram os raros momentos em que eu era autorizado a ter um orgasmo. A única participação ativa, nesse sentido, que eu podia ter, era chupar sua boceta e cuzinho, o que fazia enquanto apanhava, diariamente. Por outro lado, ela tinha vida sexual ativa, com outros homens, sempre que desejava. Inclusive, em nosso apartamento. Não raro, obrigava-me a ficar lá e presenciar. Em muitas vezes, exigia que eu participasse, de forma submissa, apanhando, lambendo Seus pés e ouvindo que eu era corno. Além de outros homens, minha Deusa tinha, também, outros escravos e cadelas, que Ela usava da maneira como queria. Em várias ocasiões, restava-me apenas esperar, sozinho em casa, enquanto Ela se divertia fora. 
Doía na pele, doía na alma, mas era aquela a vida que minha Mestra queria, merecia, e que eu podia e devia proporcionar. Essa, aliás, era minha única utilidade, segundo ela. “Você é inferior”, ela disse. “Eu sou melhor que você. Posso mais que você. Eu crio as regras, eu controlo, eu julgo, eu condeno e eu castigo, porque eu tenho este poder. E a você, cabe lamber o chão onde eu piso, em agradecimento por ter a chance de vivenciar o meu reinado, a minha soberania, o meu encanto. Sem mim, a sua vida acaba.”. Ela tinha razão. E eu não podia estar mais satisfeito. Eu não posso me queixar.
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Supremacia


Quem pode chegar perto da supremacia?
Quem faz por onde...

Rasteja, vai?
Quem sabe um dia você consegue.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Dominando a Indominável Parte III

De manhã F. levantou-se e foi ao banheiro, não viu R. deitado na cama.
Foi direto ao espelho, lavou o rosto, olhos inchados de chorar, sua noite anterior não havia sido tão boa.
Olhando bem na pia do banheiro, viu um aparelho de barbear que foi usado há poucos minutos, R. esteve ali e ela sentiu seu perfume no ar.
Saiu andando devagar, respirando leve...
Procura por R. no grande quarto, não achava e começou a ficar curiosa, mexeu em suas coisas, seus pertences, se sentiu livre novamente. Deitou-se na grande cama, macia e remexida por R. Foi se esticando, se derretendo aos lençóis, abraçando aquele travesseiro macio. Bocejou. Fechou os olhos... Pensou estar dormindo, agora não mais naquele sofá pequeno e frio.
Seu telefone toca, seu coração dispara e corre nua agarrada pelo lençol procurando sua bolsa.
Não consegue atender, não dá tempo, a pessoa desliga antes.
F. olha assustada. R. ligara e ela tentava retornar, caixa postal. Uma agonia, sem direção, ela coloca a primeira roupa que vê na frente e sai à procura de R. pela casa.
Desce as escadas e, ainda meio sem jeito e descabelada, vê o note de R. sobre uma mesa, ligado, aberto em várias páginas sobre seu trabalho, ele era advogado e estava trabalhando em um caso que ela nunca quis saber o que era, pois R. sempre dizia que aquilo não era profissão de gente.
Anda devagar, chama por ele, assim, como sempre o chamou...pelo nome.
Não tem resposta. Anda por todos os cômodos e chega a cozinha, cheiro de café, R. não estava lá.
Volta ao quarto, recebe uma mensagem no celular dizendo:
" F. você tem exatamente 30 minutos pra se vestir apenas com aquele avental que está no guarda roupa, primeira porta à sua direita. Quero você maquiada de banho tomado, pois eu odeio cadelas imundas, use um salto alto, coloque jóias, pulseiras, o que tiver para enfeitar o focinho da cadela. Quero tudo isso em 30 minutos. Espero você no carro. Vamos passear."
F. riu daquela mensagem e não acreditou no que estava lendo. R. mandou outra em seguida dizendo, "essa é a primeira ordem do dia, já se passaram 5 minutos."
F. não corre, se arruma devagar, ri daquela situação, mas não sabe que será castigada por não conseguir cumprir a ordem de R.
Não sabe o que é ser adestrada, não sabe ainda o que é uma alma submissa.
Canta no banheiro, ri daquele avental e coloca uma roupa por baixo, pois jamais usaria somente aquilo pra "passear" com R. Coloca o avental e sai, pega sua bolsa e dá um último retoque no cabelo.
Chega ao carro e vê R. sentado observando todo sua agitação.
F. ainda não percebeu que R. só estava ali pra ensiná-la a ser cadela de verdade.
Entra no carro e diz:- Bom dia!
R. olha atentamente pra F. de sandálias, calça jeans e um casaco. Avental por cima.
-Qual o seu problema cadela?
-Nenhum.
-Qual a parte do "só o avental" você não entendeu?
-Desculpa, é que está frio e pensei que você não estava falando sério. Está um pouco frio, eu preciso estar vestida.
-Quem sabe do que você precisa sou eu. Anda, sai do meu carro. Eu tinha ótimos planos pra hoje, você ia me servir de uma forma diferente.
-Desisto de você. Definitivamente você não sabe agradar um dono, um senhor. Você é um ser que não nasceu pra servir. Cadela imunda e rebelde.
F. começou a chorar  e toda aquela maquiagem começou a borrar em seu rosto, ficou triste por ter ouvido tanta humilhação.
Desceu do carro e correu pro quarto. Chorando e soluçando  começou a arrumar suas coisas decidida  ir embora dali.
Nunca em sua vida imaginou ser tratada daquela forma.
R. aparece na porta do quarto e vê toda aquela movimentação.
Observa, F. agitada, não percebe sua presença e resmunga o tempo todo dizendo que não nasceu pra servir ninguém.
R. respira fundo, solta um pequeno gemido e diz: -Onde a vagabunda pensa que vai?
-Embora! Não sirvo pra ser usada e humilhada por você R. Eu não mereço isso. Pra mim chega.
R. olha, observa e espera F. passar pela porta. Segurando forte em seu braço, R. puxa F. com toda força, machucando F. nos braços. Deita F. sobre a cama e de bruços ela grita, esperneia e pede pra parar. Desiste de lutar com as forças de R. Apenas pede desculpas e pede permissão pra ir embora. Pede pra acabar com tudo aquilo.
R. coloca F. sentada, olhando nos seus olhos e devagar, enquanto ela soluçava, pegava uma corda em sua bolsa.
Ela chorava e pedia por favor pra que ele parasse, que ela não queria mais aquilo, que foi um engano, que ela não nasceu pra isso. R. colocou a corda em volta de seus braços, ela mais uma vez se viu sem saída.
Um medo invadiu sua alma e novamente começou a  lutar contra ele.
Foram alguns minutos até que se cansasse novamente.
R. bateu em seu rosto com tapas fortes e depois passou uma fita adesiva em sua boca impedindo de F. gritar ou fazer qualquer barulho, as lágrimas caiam, mas R. estava disposto a ensinar o lugar de uma escrava.
Tirou peça por peça de sua roupa bruscamente quase que rasgando, arrancou seu sutiã, sua calcinha, deixou seus membros expostos, marrou seus pés um em cada canto da cama. Deixando assim seu corpo a mostra de R.
R. subiu na cama e andou ao lado de F. colocando seus pés sobre o corpo dela, sobre os seios e rosto, dizia que ela não valia nada, cuspia em seu rosto, pisava sobre os seios, forçando ate F. não aguentar mais, ela se debatia, chorava, mas nada disso adiantava. R. queria conhecer os limites de F.
Com os dedos do pé ele forçava seus mamilos e deixava F. sem ar de tanta dor.
Ele passou a mão em sua boceta, viu o quanto estava molhada. Encheu a mão daquele mel e esfregou no rosto de F. Dizendo: -Isso aqui é pra porvar pra você o quanto seu nível é baixo, o quanto você é piranha.
O quanto você gosta de usada.
Pegou um consolo e enfiou naquela boceta, que entrou fácil, mexeu rápido e com força fazendo F. gemer de dor. R. se divertia, pois era sádico ao extremo. Sabia como tratar de uma sub, dominar uma dominadora não seria tarefa fácil, por isso ele estava tão disposto a executar o combinado. Mesmo sabendo que F. poderia desistir no meio do caminho, como fez.
O consolo ia e vinha molhado de dentro daquela boceta úmida e quente. Tirava  devagar e esfregava no rosto dela.
Seus seios já machucados e avermelhados foram mais uma vez torturados. R. fez questão de chicotear aquela corpinho tão frágil.
Tirou o adesivo da boca de F. Ela o xingava e urrava, dizendo que depois daquilo ela iria se vingar dele.
R. somente continuava concentrado nas chicotadas variadas. Disse a F. que aquilo era só o começo, e que não adiantava ela gritar tanto, pois ninguém a ouviria naquele lugar isolado.
Ela desistiu de gritar depois de mais de 40 minutos sendo surrada.
Pois ele só iria parar quando ela parasse de gritar.
O castigo foi dado, F. se calou.
Cansada pediu por favor pra que aquilo acabasse logo.
R. tirou as cordas dos pés de F. deixando a livre. Ordenou que ela ficasse de quatro pra que ele pudesse usufruir de seu corpo como ele quisesse, e assim ela fez. Ainda estava molhada, mas dolorida pelos movimentos bruscos que R. fez com o consolo. Ele a penetrou e segurando na sua cintura fez movimentos delicados, ordenando que ela rebolasse pra ele, ela chorava e se sentia humilhada. Ele dizia pra ela que já estava acabando...
F. não tinha costume de rebolar no pau de ninguém, ela não sentia tanto prazer em penetração.
Mas ali ela se entregou totalmente e deixou-se levar por aquele movimento, R. batia em sua bunda, batia com força e a cada tapa ela gritava mais. R. a provocou dizendo que iria demorar se ela não o agradecesse a cada tapa recebido.
Um ódio misturado com um grande tesão, tomaram conta do seu corpo novamente, ela estava muito molhada, ela agradecia e começou a estremecer a voz quando ele metia com força e batia a cada movimento.
Puxando com força nos seus cabelos ele a xingava, deixou a garota com o corpo marcado, muito vermelho.
Ordenou que deitasse de bruços e novamente disse que ela não servia pra ser comida, não servia pra ser uma cadela, que qualquer outra puta tinha mais valor do que ela.
Seu membro muito endurecido, pronto pra continuar, tomou um outro caminho.
R. colocou um preservativo e disse que aquele cuzinho seria arrombado como nunca antes.
Mal ele sabia que F. nunca tinha feito sexo anal.
Ela pediu: -Por favor, não faça isso, por favor, eu não suporto.
Fodeu o cuzinho de F. Tirando todo o ar de súplica que lhe restara. Sentiu dores horríveis, mas mesmo assim, seu tesão não diminuiu.
Quando estava perto de gozar, tirou o preservativo e virou o corpo de F. Vendo lágrimas em seu rostinho lindo, ele ria e dizia, como é bom ver que você não desistiu, e ver o quanto você ainda pode aguentar, cadela.
Ele a colocou de joelhos no chão, sentou na cama e ordenou que ela o chupasse. Mas que chupasse gostoso como nunca havia feito na vida dela. Ordenou que ela se tocasse enquanto isso.
-Você quer gozar cadela?
-Sim Senhor! Dizia com a boca entreaberta e alternando com lambidas em seu pau.
-Você precisa pedir com vontade, cadela!
-Senhor, por favor, me deixe sentir prazer, eu não suporto mais de tanto tesão.
-Implora, sua vagabunda.
-Senhor, o meu prazer depende da sua ordem, por favor, me permita sentir prazer, essa cadela imunda como o Senhor mesmo disse, não é digna de nada disso, mas por favor, eu imploro...
-Viu? Como você é podre? Como seu nível é baixo? Eu tenho nojo de você. Goze logo. Não me importa o seu gozo. Você é uma vermezinha que ainda tem muito o que aprender.
-F. chupava aquele pau grosso, grande e babava nele todo, gemendo como uma puta, quase desfalecendo de tanto tesão.
Tremia o corpo, as mãos, arrepiava a cada movimento. Gozou freneticamente, gritando como uma verdadeira cadela no cio.
R. aproveitou pra jogar quele sêmen na sua boca pequena, depois que ela tinha tido espasmos de prazer.
Ordenou que ela engolisse tudo e que não sobrasse uma gota sequer, ela assim o fez.

Provando assim, pra si mesma que ela era capaz sim, de servir, mesmo odiando tudo aquilo, ela sentia em seu íntimo uma enorme confusão sobre tudo aquilo.
Recebeu a ordem de se levantar e teve uma atenção de R. em especial. Um beijo na testa.
Tirou de dentro da bolsa uma coleira cheia de enfeites, colocou em seu pescoço, ela não se negou.
Amarrou o avental em sua cintura. Vestiu-se, segurou firme em suas mãos e a levou novamente ao carro e disse: -Agora sim, você pode sair comigo. Nosso dia será muito divertido. Pelo menos pra mim.
F. balançava  a cabeça na afirmativa. Concluindo o que ela não imaginava.
Ser cadela de corpo, alma e coração.

Quem sabe eu conte o resto dessa história pra vocês.
Pelo menos eu sei que tem um final muito, muito feliz.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fuck me>


Um prazer indiscutível e incalculável...
Inversão, amo.
Mas só com quem merece.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dominando a Indominável Parte II


  Nesta segunda parte peço aos leitores total atenção para a riqueza de detalhes que mostra a luta de uma dominadora para se entregar a um outro dominador.



'' Ela reluta, ela reage, ela nega, mas consente, mas se entrega e recebe os piores castigos que uma cadela poderia receber.''



Depois de muito apanhar F. desistiu de resistir e deixou aqueles momentos de dor dominarem sua mente, seu corpo pequeno. Por um instante R. parou, olhou nos olhos de F. segurou forte em seu rosto e novamente proferiu o que sempre quis:
''-Não preciso dizer que vou te chamar de puta, de cadela, de vadia, de vagabunda. Primeiro, porque eu tenho o direito de me dirigir a você como eu quiser, como achar mais adequado. Segundo porque, na verdade, você é isso, e apenas isso. 
Você é menos do que uma prostituta, porque essas, ao menos, ganham algo. Essas, pelo menos, não aceitam apanhar como você apanha, não aceitam ordens, como você aceita e cumpre, não aceitam servir como uma cadela, de 4 o tempo todo, de coleira, sujeita a punições... Você é isso e somente isso; uma cadela, uma putinha qualquer que eu uso, como, e bato do jeito que eu bem entender.''
Uma mistura de ódio e prazer invadia o corpo de F.
Sentia a cada humilhação verbal um enorme desejo de se vingar, um arrependimento enorme por ter aceitado a proposta de ser dominada.
F. conheceu R. no mundo BDSM, se tornaram amigos, F. via em R. alguém que ela pudesse contar e dividir seus segredos mais sórdidos, desejos guardados e nunca realizados. E foi assim, no meio de uma dessas conversas que a proposta foi feita por R.
Obviamente ele a desejava, ele sempre a desejou, mas não como dona, ele dominava, ele sempre dominava.
F. era praticante do São, Seguro e Consensual, R. também.
Mas não escolheram ''safeword''. R. perguntou a F. se poderia fazer tudo sem limites e sem medo. Claro que respeitando, ele não era ignorante no assunto, experiência não lhe faltava.
Pronto, em uma mesa de bar, numa noite fria e acolhedora, eles decidiram sobre isso.
F. desejava um momento de entrega, desejava ser submissa a alguém pra provar a experiência, pra saber como é estar do outro lado, pra simplesmente matar a curiosidade.
R. ainda estava vestido e calçado no momento da dominação, nua, F. se colocou de pé e agradeceu por isso. R. segurou em suas mãos, deslizou os dedos novamente em seu corpo. Ela o fitou, ele passou as mãos pelo cabelo... e mais uma vez, ela respirou fundo...
Sentiu um tesão que ainda não acreditara estar sentindo.
Sentiu seu corpo suado e quente, se derretendo. R. tirou-lhe os pregadores dos seios e o ball gag que invadia sua boca a ponto de machucar, ela  gritou baixinho de dor num longo gemido. Pediu pra R. que parasse. R. riu, R. balançou a cabeça... ''-tsc tsc tsc''. -Cadela inútil, não serve nem pra sentir prazer... F. começou a questionar dizendo que não era esse o combinado, que ela não iria suportar mais.
R. disse: -Você fez a sua escolha, você está aqui porque quer, esqueceu?
F.:-Não, mas eu sei que não consigo, eu não sou submissa o suficiente, eu não quero mais.
Enquanto murmurava e reclamava, teve os dedos de R. invadindo sua boceta que escorregava a cada movimento que R fazia, ela tentava se afastar e chegando no seu ouvido, bem pertinho, R. mordeu a ponta de sua orelha dizendo: -Se você quiser, eu paro, mas nunca, nunca mais domino você. Se quiser eu paro agora, você precisa ser adestrada, você precisa aprender a se calar. Você fala demais.
Ofegante, com as coxas já molhadas de tanta excitação, ela diz que aceita, enquanto isso R, toca devagar em sua virilha, passeando os dedos por sobre seu clítoris e vê o quanto F. pode ser usada dali por diante.
Ela não abria os olhos, ela somente era invadida por um mar de sentimentos confusos.
Seus pés não tinham equilíbrio, estavam presos por cordas delicadas, e como R. era fascinado por cordas... uma de suas paixões.
Disse que F. iria se arrepender por ter tentado desistir.
Desamarrou a corda, desfez todos os nós. Ordenou que F. se deitasse sobre um pequeno sofá que havia no canto escuro do quarto. Fez questão de separar alguns lençóis e separou também um travesseiro para que F. pudesse dormir.
Enquanto isso, ela estava sentada sobre a  cama, de cabeça baixa, sem entender se iria poder dormir na cama, ou não. E mais uma vez ela questionou na hora errada.
R. tirou toda a sua roupa na frente de F. Ordenou que enquanto isso ela o olhasse.
Uma música, boa escolha ele fez, Gotan Project, conhecem? Bom, escutem, recomendo.
Sim, era um clima de dominação, era o BDSM sendo vivido ali, dois corpos, duas mentes que pensavam igualmente. A diferença estava no desejo de ser usado. F. olhava parar R. olhava, e não conseguia parar de olhar, não o via mais como amigo, agora como alguém que poderia possuir seu corpo. Mas R. realmente não queria apenas isso. F. não gostava de sexo, não curtia penetração, achava tudo aquilo enjoativo e pensava que não era e nem nunca deveria ser usada por homem nenhum. Bem, as coisas estavam mudando por um momento, ou quem sabe, pra sempre.
R. tinha um corpo maravilhoso, algo que F. jamais poderia ver se não estivesse ali. Se despia, tirava a blusa devagar, calças, meias, cueca...
F. estava nua, totalmente indefesa e entregue. Passava as mãos sobre os joelhos que estavam vermelhos afim de esquentar a pele um pouquinho.
R. caminhou em sua direção, olhando a fixamente nos olhos e disse: -Seu presente está aqui, é apenas isso que você merece por ser uma cadela tão ridícula.
-Meu gozo na sua boca, é só o que eu posso te oferecer.
-Eu não vou foder você, eu não vou usar seu corpo pra que você não sinta mais nenhum prazer...
-Você me toca, você me serve, a regra daqui pra frente é só essa: Meu prazer.
-Pra mim você não é nada.
-É a dominadora mais fraca e inútil que eu já conheci.
-Eu tenho pena de você.
F. não tinha o costume de tocar no corpo de seus escravos, seus subs afim de oferecer prazer a eles, obviamente ela sim, usava-os para o seu próprio prazer.
Se via como um objeto verdadeiramente, pensava que  poderia receber algo a mais do que isso, afinal, suportou muito bem até ali.
Mas parar R. sua cadela era tão fraca que ele teria que ter muita paciência toda aquela semana.
F. tentou colocar a boca e língua naquele membro que estava já pulsando de tesão, R. estava sim realizando sua maior fantasia, usar o corpo da mulher que ele achava especial. Que acima de tudo, era vista por todos do meio como sádica ao extremo, dominadora ''hard''.
O que ele via ali agora, era somente uma puta servindo ao seu dono.
F. se esforçava para abrir mais a boca, pois aquele pau era sim grande, era sim, grosso e muito, muito bonito de se ver... Não era digno de ser maltratado e nem humilhado.
R. sabia que podia forçar mais... esperou até que F. se acostumasse em seu vai e vem molhado e gostoso. F. ainda estava algemada, o que facilitaria o controle por sua parte, segurava forte em seus cabelos ainda úmidos pelo banho recente.
Ela gemia, engasgava e levava tapas alternados nos dois lados do rosto, sua pele queimava, ardia, derretia...
Por fim, R. fez questão de gozar em sua mão para que F. engolisse tudo e deixasse limpinho, sem reclamar, ela assim o fez, com nojo, repulsa e ânsias de vômito. Se sentiu um objeto, um nada, teve vontade de chorar ali. Mas se conteve.
R dizia: -Se chorar, você apanha, cadela imunda...
R. dizia que cadela ruim era cadela morta.
Ou se adestrava, ou se jogava fora.
F. ainda tinha chances na cabeça de R. Ainda era o primeiro dia de uma semana longa, cheia de BDSM pela frente.
F. pediu para gozar e sentir prazer depois de tudo aquilo, pois sim, estava molhada o suficiente para sentir muito prazer ali. R. se deitou na cama, olhou para sua escrava que ainda estava sentada e disse: -Gozar? Você esquece muito rápido das regras, mocinha.
-Vai dormir, anda.
-Seu lugar está pronto.
F. se entregou a uma tristeza misturada com questionamentos que não queria calar.
Pensou no porque se submeter àquilo tudo, sem mesmo poder sentir prazer? Algo estava errado, ela queria respostas.
Foi desprezada pelo seu suposto dono ali, e rendeu-se ao travesseiro que a esperava.
Deitou e sentiu sua boceta molhada, escorrendo um mel que se espalhava pelos seus dedos. R. a observava a cada passo, deitado sozinho em sua cama solitária, ria daquela situação e  saboreava seu momento mais delicioso.
F. se escondeu debaixo dos lençóis, as luzes foram apagadas, F. se tocava devagar e olhava para  uma escuridão sem fim, o seu mundo ali agora, era somente a falta de um céu pra se curtir.
Gozou sozinha, em seu silêncio, algumas lágrimas de arrependimento se misturaram com a forte sensação de prazer que seu corpo transbordava...








segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dominando a indominável Parte I


"as vezes ela apanhava e sofria, sentia toda a dor do mundo, chorava, gritava, gemia... mas agradava em sua obediência''

Cabelos cacheados, um pouco de altivez em seu olhar e um jeito sensual até nos pequenos movimentos. Ela sabia que mandava e desmandava sempre, e reinava.
Até que um dia ela descobriu a delícia e o sabor de ser transformada em objeto.
Em uma viagem demorada onde foi ao encontro de um dominador, foram  7 dias de submissão e ela desvendou todo o lado de um verdadeiro submisso, essa história é real e espero trazer vários momentos prazerosos aos leitores deste blog.


Vou chamá-la de F.  Obviamente, pra preservar sua identidade.
Dominadora, alguns anos de experiência como domme, 27 anos, 1,65  de altura, corpo pequeno, frágil, singelo... Pernas aconchegantes, pele macia.
A doçura escorria pelo lábio quando abria aquela boca pequena e sensual. O veneno também vinha de sua voz quando transformada em ordens, mas agora nenhuma ordem seria dada por ela. Apenas um sim Senhor, um sim, meu Dono!
Primeiro dia, chegada ao hotel, clima úmido, praia a poucos metros, um quarto rústico e aconchegante, sua primeira ordem já estava dada.
Depois de vários acordos e conversas de F. e seu futuro dominador existiam há um bom tempo, pois era desejo e curiosidade de F. Seu dono se preparava para o primeiro dia de ensinamentos e adestramento de F. Sua futura cadela e submissa.
F. nunca havia sido dominada, muito menos humilhada.
Buscava realizar todos os seus desejos e fetiches, era sádica e com alma superior.
Dentre os anos de experiência D/S, via seus escravos sendo punidos e abusados como ela sempre quis.
Mas o dia da experiência havia chegado, não havia mais como voltar atrás, o medo pela primeira vez dominou seu estado de espírito. Ainda era tarde quando recebeu sua primeira ordem.
Seu dono, pacientemente a colocou de joelhos, F. respirava ofegante, com medo, apreensiva, lembrando de como ela havia desejado estar ali, mas por um momento gostaria de desistir, queria provar pra si mesma que conseguia suportar aquilo, queria se entregar.
Ajoelhada sobre um tapete, claro, era o primeiro dia e seu dono ainda teve  piedade.
-Seu primeiro nome será Puta, o segundo, Vagabunda, e será chamada assim por 7 dias. Enquanto estiver ao meu lado. 
Disse o dominador.
F. ainda o olhava fixamente nos olhos, obviamente, pois nunca havia sido colocada de joelhos em servidão a homem nenhum.
Apenas respondeu dizendo: -Uhum.
Um tapa forte e rápido fez um barulho que a fez lembrar de quantos outros ela deu em toda a sua vida de domme.
Seu dono dizia que a resposta certa sempre era Sim Senhor.
Ela prontamente respondeu: -Sim Senhor! Quase gritando e com um pouco de raiva, quase arrependida.
Recebeu mais uma ordem, de que se prostrasse aos pés do seu novo dono, ela prontamente o fez, beijando assim os seus sapatos. Ele a empurrou pra trás, encostou um de seus pés no pescoço de F. e a olhou atentamente, ela respirava fundo, quase alto. A boca estava sendo mastigada pelos dentes e o rosto ardendo pelo tapa recebido.
Por dentro algo estava mudando, um sentimento de revolta, uma sensação de estar perdendo o controle total sobre tudo o que tinha antes.
Agora ali se via como verme rastejante.
Questionou seu dono perguntando sobre o que ele iria fazer com ela.
Recebeu apenas um sorriso e sarcasmo por parte dele.
Foi ordenada a se lavar. Tomar um banho para que seu dono pudesse usufruir daquele corpo. Pois ali, era só o que ela poderia fazer. Mais do que sexo, como os homens dominadores desejam, ele desejava a alma de F. Ele queria testar todos os limites daquele ser, daquela mulher que sempre esteve por cima, e agora, ele só poderia rir com aquilo.
F. saiu de perto daquele homem,respirando ofegante, levantou-se e recebeu um puxão de cabelo forte, que quase a machucou. Uma frase ao pé do ouvido: -Onde pensa que vai cadela? -O Senhor me ordenou lavar-me, é o que estou fazendo!
-Vai ajoelhada como estava, beijando o chão até chegar ao seu destino cadela imunda....
-Sim Senhor, F. dizia já com a voz mais baixa e sem fazer caretas.
Tomou um banho demorado, pois passara o dia viajando, seu corpo estava cansado, mas sabia que aquilo tudo era só o começo de uma grande noite de humilhações e submissão da parte dela.
F. teve a porta do banheiro aberta pelo seu dono e ela apressou-se em terminar aquele banho quente, que ela nunca queria acabar.
Via aquele homem entrar no banheiro, e logo F. virou-se de costas, tentando esconder o que não deveria. Pois a exposição era, no mínimo suficiente pra se tornar um objeto anulando-se assim toda a vontade de proteger o seu corpo de surras e castigos.
Seu dono, que vou chamar de R. chegou bem perto de F. passando as mãos sobre o corpo dela, todo ele, vistoriando cada milímetro, entre os cabelos enquanto sua mão escorregava pela pele de F. descia pelas pernas. F. de olhos fechados, tentando ficar quieta para não reclamar e dizer que R. não havia combinado nada disso com ela anteriormente.
Ele sussurrava em seu ouvido dizendo:- Eu posso, esqueceu?
F. ficava em silêncio forçando os olhos pra não ver e nem se entregar a aquele homem que dizia ter poder sobre tudo ali.
F. não o desejava, não como homem, não como escravo, não como amigo. Apenas como dominador, e tentou calar sua alma contra aquele momento em que a confusão inundava sua mente.
Saiu deixando F. com seus pensamentos e confusões, terminou seu banho e quando entrou no quarto encarpetado, já estava tudo pronto em cima de uma cama grande e macia que R. fez questão de escolher, mas talvez não fosse ali que sua futura cadela dormiria, quem sabe...
Um arrepio tomou conta do seu corpo inteiro, dos pés a cabeça, F. se imaginava sendo humilhada, mas não sabia mesmo o que estava prestes a acontecer.
Se excitava com o simples pensamento da submissão, mas nunca havia se colocado no lugar de um sub, por exemplo.
Por isso o medo, por isso os tremores pelo corpo.
R. tirou sua toalha e guiou F. delicadamente até a beirada da cama, ela ajoelhou, olhou pra cima, e recebeu um cuspe no rosto, pediu perdão...
R. segurou forte em seus cabelos, puxando F com força pra trás e todo o seu corpo, deu mais um tapa, mais um... vários, de um lado só, F gemia, gritava baixinho e relutava com os movimentos contrários pra evitar sentir dor. Mas foi surpreendida com humilhações por parte de R.
-Vermezinha, cadela, dominadora de quinta categoria, vagabunda do último nível, objeto de R.
F. apenas gemia baixinho, enquanto levava tapas no rosto.
Teve as mãos algemadas, a boca invadida pelo ball gag, preso em sua nuca, pés amarrados por corda e R. pacientemente amarrava de uma forma linda e segura.
Até alí F. apenas sentia que seria usada, e que poderia sentir dor, mas imaginou que suportaria tudo sem reclamar.
Bem, não foi bem assim que aconteceu, um chicote estava nas mãos de R. que somente ordenou que sua cadela ficasse de quatro pra receber as chicotadas pelo corpo todo.
Teve os mamilos torturados com pregadores, F. não imaginava que a dor que sempre infringiu seus subs estivesse sendo administrada a ela naquele momento.
F. queria chorar, mas acreditava ser resistente a dor.
Recebeu chicotadas de dois chicotes diferentes sendo obrigada ao mesmo tempo beijar o chão que seu dono R. pisava.
Ela sentia nojo, se restejava e se contorcia com medo de não suportar e decepcionar seu dono ali.